#MIXTAPEDODIA convida Jorge H Loureiro

A #mixtapedodia da vez é do artista de Porto Alegre, Jorge H Loureiro, que está morando em Leipzig (Alemanha) e trocou uma idéia com a gente. A transmissão acontece de 17h às 19h semanalmente.

 

OS: E aí Jorge, conta um pouco sobre você e sobre o que você faz?

Eu trabalho com diferentes mídias, como vídeo, escultura, desenhos e arte digital, e atualmente, ainda no papel, ando desenvolvendo instalações. Busco explorar e experimentar cada mídia para criar um universo peculiar, com o objetivo de recriar sensações percebidas por mim  em um mundo onde há uma invasão exponencial da tecnologia na vida cotidiana, que parece desatar o passado e dar origem a novas formas de desejo, ansiedade e outros sintomas comportamentais, mas nem sei mais.

OS: Quando foi que você começou a produzir?

Sou formado em design gráfico, mas o caminho para meios mais livres e artísticos foi natural. Comecei a desenhar quando criança, e acho que nunca parei, e os novos suportes e mídias começaram a querer ser gerados por mim a partir do momento que o desenho não era o suficiente para expressar o que eu queria. Mas o plug-in mesmo de experimentar e explorar novas possibilidades foi em 2012 talvez.
 
 
 

OS:  Existe algum desses segmentos que você mais curte / atua?

Atualmente não. Tento me dividir pra fazer tudo ao mesmo tempo.
 

OS:  O que você curte ouvir? Quais artistas te servem como inspiração?

Eu nem sei mais o que eu curto ouvir, eu acho. Esses tempos andei escutando bastante uma coletânea bem peculiar chamada Made to Measure de um selo belga chamado Crammed. Acho o selo carioca 40%Foda/ Maneiríssimo muito visionário.
 
Curto vários artistas diferente, e toda hora muda tudo assim, mas ando pirando bastante na Amalia Ulman, e esses tempos  fui numa instalação incrível do Ryan Trecartin. Daí curto também uns cara tipo Mike Kelley e Martin Kippenberger.
 

OS: O vídeo do SeixlacK para a música Seu Lugar é o Cemitério é seu, certo? Fala um pouco sobre essa ligação e o processo criativo?

O vídeo foi inteiramente criado a partir de processos de corrupção digital de imagens (data bending, glitch art). Diversas maneiras de corromper arquivos de vídeo foram utilizadas com o objetivo de criar uma variedade de texturas e estéticas do erro. Todos os processos são bastante experimentais e grande parte deles não saberia repetir devido ao grau de complexidade que o processo envolve, considerando a mistura de diferentes métodos e a variabilidade dependente da reação do computador ao arquivo corrompido. Muitas imagens são desperdiçadas até encontrar a estética do erro perfeito, a escolha é bastante intuitiva, assim como todo o processo.
 

OS: E o lance de VJ? Conta um pouco sobre sua atuação e o que você acha da cena de videotecagem de POA comparado ao resto do Brasil?

Sempre tive o interesse em manipular vídeos ao vivo, mas só botei o projeto em andamento quando um produtor cultural bem legal de Porto Alegre me chamou para projetar. Tenho achado incrível as possibilidades desse recurso. A cena de videotecagem de POA é pequena, assim como a cena de eletrônica (que é quase nula), há uns meses atrás era quase invisível, e agora tá crescendo.
 

OS: O que te levou a criar tuas mixtapes? Você atua como DJ também?

Eu sou bastante curioso e gosto de entender como as coisas funcionam, e nos últimos tempos andei pesquisando e escutando muita música eletrônica. Comecei a fazer umas mixtapes pros fantasmas do meu quarto só pra enteder como a coisa funcionava. Dou uns fumets e faço a função. Não atuo como dj não. 
 
 

 

 
 

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